"At the touch of love everyone becomes a poet" Platão
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Felicidade é ter o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar...
Hoje decidi escrever sobre sonhos. Não, não são daqueles que nos surgem enquanto dormimos. E não, também não me refiro aos sonhos que comemos no Natal. Falo, pois, daqueles sonhos que temos durante o dia, quando estamos (bem) acordados.
Pode levantar a mão quem nunca sonhou- assim- numa aula, no horário de trabalho, à hora da refeição, à noite, com a cabeça na almofada à espera que o João Pestana apareça... Pode levantar a mão quem nunca saiu do planeta Terra durante segundos e, de repente, voltou à realidade, de forma brusca, sendo invadido por um sentimento de pena. Digo pena pois, de facto, dá mesmo pena (e até raiva!) quando voltamos a nós e percebemos que, provavelmente, o que sonhavamos não irá acontecer tão depressa ou não irá acontecer mesmo.
Por umas vezes pensamos naquelas férias "de sonho", sob um Sol apetecível, na companhia de um cocktail, à beira de um mar clarissímo... Outras vezes imaginamos que estamos a conduzir o nosso novo automóvel, um Mercedes SLK descapotável, numa qualquer estrada californiana... Chegamos até a pensar incessantemente naquele(a) rapaz/rapariga que vimos e que "está tãaaao giro(a)!!!", no fim-de-semana que se aproxima, num jantar de amigos e até mesmo num dia em casa, sem barulho e sem trabalho; só com a companhia de um gelado, de um sofá e de uma lareira acesa.
Talvez sejam estas, e outras, pequenas grandes coisas que nos fazem viver a vida com alegria. É tão acolhedor pensarmos que o amanhã está repleto de coisas e acontecimentos bons, e que fazem a vida valer a pena.
Talvez um dia já não seja preciso encostar a cabeça na almofada para termos isto tudo... Talvez um dia basta abrir os olhos e agarrar as oportunidades que estão mesmo ao nosso lado. Por vezes estão tão próximas de nós e nós nem as vemos, pois apenas pensamos nelas como pertença de um futuro longínquo.
Toda esta conversa serve para dizer que não basta viver o dia-a-dia; é preciso sonhar! Os sonhos que nos alimentam enquanto estamos acordados poderão ser o início de algo que, muitas vezes, depende só de nós...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Os comprimidos
Boa noite. Hoje tirei um bocadinho da minha noite tão proveitosa para falar sobre comprimidos. Sim, comprimidos, aquela forma sólida de um pó medicinal, preparado por compressão, adicionado ou não de substâncias aglutinantes.
Actualmente, existem milhares de comprimidos: para as dores de cabeça, dores de dentes, dores de estômago, dores pélvicas, dores de joelhos, dores de pés... Enfim, hajam dores e doenças, que medicamentos não faltam!
Todos nós já experimentámos, em determinados momentos da nossa vida, tomar um comprimido por termos alguma dor. E digam lá, não é tão bom sentirmos a dor a abandonar, leve ou subitamente, o nosso corpo? É pois!!
Sempre ouvi dizer que só damos valor à nossa saúde quando não a temos. Esta frase não deixa de ser um cliché, mas é bem verdadeira. Experimentar um tipo de dor, independentemente da sua causa, leva-nos a perder a noção do que nos rodeia, a caminhar por um túnel em direcção à escuridão, sem saber onde termina o mesmo. É como se flutuássemos por cima de águas profundas, sabendo que, a qualquer momento, podemos cair no infinito.
É, então, nesta altura de sofrimento, que decidimos tomar um comprimido. Podem, contudo, perguntar: "Então e as pessoas que tomam comprimidos por tudo e por nada?"; eu respondo: esqueçam-nas! Dos fracos não reza a História! A História fez-se, sim, das pessoas que lutaram até ao fim e, não podendo mais, tomaram um comprimido. Esta é a perfeita analogia das pessoas que diariamente enfrentam problemas e desilusões. Das pessoas que caem constantemente. Das que sentem que uma nuvem, escura e cheia de água, está sobre elas. Das pessoas que choram de medo, de dor e de mágoa. Das que sofrem por si e pelos outros. Mas, sem dúvida, das que, perante isto, não baixam os braços, mas erguem-nos em sinal de vitória.
Não é vergonha mostrar as nossas fraquezas e pedir auxílio. Vergonhoso é sofrer em silêncio. Vergonhoso é não ter coragem de dobrar os joelhos e levantar as mãos. Vergonhoso é ter um comprimido na carteira e não o tomar. Já dizia Santo Agostinho que "enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer".
Para que o comprimido a tomar faça o efeito desejado há que ter em conta que:
- se tivermos de perder algo, então que seja o medo;
- não há dor que o sono não consiga vencer, nada que a sabedoria não consiga resolver;
- só se aprende a vencer com as derrotas;
- não vale a pena ganhar uma batalha, mas sim a guerra;
- o melhor é viver uma vida a lutar por algo do que viver uma vida vazia;
- se quisermos ganhar tudo, poderemos perder tudo;
- saber lutar, por si só, já é vencer;
- quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a satisfação.
Um certo dia houve alguém que me disse que é perante as dificuldades da vida que devemos erguer a cabeça. Esta é a altura de pensarmos em nós, somente em nós, e ignorarmos as pedras que nos atiram ou os dedos que nos apontam... Esta é a hora de tomarmos o comprimido. Eu já tomei o meu. E vocês?
terça-feira, 19 de abril de 2011
Vamos fazer amigos entre os animais?
"Vamos fazer amigos entre os animais, que amigos destes não são demais na vida...". O Noé e o Carlos Alberto Moniz que me desculpem, mas eu não concordo. Eu sei que há quem defenda que, ao contrário das pessoas, os animais não são fingidos, e não se interessam se somos bonitos ou feios, ricos ou pobres, betos ou metaleiros, pretos ou brancos. Mas, se me permitem, digo-vos que há animais que não são de confiança... Para começar a minha pseudo-sentença, vou pôr de lado o cão. Realmente não há quem seja mais fiel do que o cão. É aquele que, quando chegamos a casa, vem a correr ter connosco, o que nos acorda de manhã para brincarmos na relva, aquele que quer passar um dia inteiro connosco, independentemente de ficarmos em casa ou de irmos passear, aquele que, ao sentir que estamos a ter um dia mau, se deita aos nossos pés, acalmando-nos com a sua presença e serenidade, de forma a percebermos que não estamos sozinhos. É por isto que comparo um cão aos verdadeiros amigos - de uma forma ou de outra, estão sempre lá para nós.
Não obstante, há outros animais. Refiro-me, pois, aos animais fingidos. Se há animais fingidos? Claro que há! Pensemos num gato, por exemplo. Fofinhos e queridos, autênticas bolas de pêlo, com as quais podemos rebolar um dia inteiro. Mas, no entanto, não são sinceros. Tantas vezes que o chamamos e ele ignora-nos! E pior, basta levarmos um amigo à nossa casa e o gato sente-se logo ameaçado, não só pelo amigo, como por nós. Ciumento no real sentido da palavra. Só quer ser o centro das atenções. Egocêntrico, eu diria!
Tal como o cão, também o gato facilmente se assemelha a pessoas que fazem parte da nossa vida. Aquelas pessoas a quem levianamente chamamos de amigos, fechando os olhos aos seus ataques de ciúmes constantes ou à sua necessidade de ser o centro das atenções, olhando unicamente para o seu belo umbigo e desdenhando das necessidades dos que as rodeiam.
Depois, ainda há os animais selvagens, que muitos tentam domesticar. Ignoram, desde cedo, que o leão ou a piton que têm em casa possam, um dia, feri-los de morte. Simplesmente não percebem que há animais que nasceram para serem livres, animais que vivem sem bases afectivas que os prenda a outros animais. Ora, pensem lá: não conhecem ninguém assim? Aquelas pessoas que sabemos tão bem que, se me permitem a expressão, "não valem nada"? Aquelas amizades que têm os dias contados, não pela nossa parte, mas porque aquela pessoa é incapaz de criar laços, de ser verdadeiramente amiga. Eu conheço destes animais e, por favor, digam-me lá se é suposto eu ser amiga deles...
E os touros e as mulas, que não nos deixam chegar perto, sem nos darem marradas e patadas? E as lamas que nos cospem? E os peixes que "mordem a isca e cagam no anzol"?
Certo dia a Madre Teresa de Calcutá disse algo muito interessante: "Quem julga as pessoas não tem tempo para as amar". E tem toda a razão! Efectivamente, não devemos criticar sem um conhecimento prévio e não devemos efectuar juízos de valor sem conhecermos a razão de facto. É dificil conviver com pessoas porque é difícil calar certas situações! Todavia, ao conhecermos os animais com quem lidamos diariamente, torna-se complicado não notarmos os seus erros, a sua má conduta. Como bons amigos que somos devemos alertá-los do que entendemos estar mal. Se, de facto, as pessoas em questão forem amigos de verdade, irão aceitar as nossas intervenções. Se não forem, então deixemos a vida levá-las de nós, sem qualquer arrependimento. Já dizia o povo que "quem nasceu para lagartixa, nunca chega a jacaré" !
segunda-feira, 21 de março de 2011
Pessoas chatas
Foi, então, que me apercebi que não tinha uma idea base para o meu texto... Enquanto isso, o meu telemóvel não parava de tocar, as mensagens via MSN não paravam de surgir. Então eu, como boa idiota, pensei: "vou escrever sobre as pessoas chatas!".
Na minha vida existem muitas pessoas chatas. Não sei se isto acontece com toda a gente mas, na minha vida, é mesmo o prato do dia! Óbvio que não ponho os chatos todos no mesmo saco, pelo que considero que há dois tipos de chatos:
- os chatos fofos
- os chatos chatos
Começando pelos últimos, estes são os que mais me irritam. São tão chatos que... até chateia! Aqueles que se conhece às 23h40 e às 24h00 já acham que são os nossos melhores amigos. Os que arranjam o nosso número e mandam mensagens de hora a hora a perguntar se estamos bem (não vá eu sofrer de variações de humor). Aqueles que, quando vêm ter connosco, só falam deles e não deixam falar mais ninguém. Os que ficam sentados ao nosso lado numa aula e não se calam. Os que ainda não perceberam que já ninguém dá toques, muito menos às 3h da manhã...
Depois, existem os chatos fofos: os que falam pelos cotovelos e nós adoramos ouvir as suas histórias; os que gostam de tudo o que postamos no Facebook; os que mandam mensagens fofas todos os dias, só para saber se está tudo bem; os que se embebedam e nos bombardeiam com diálogos impreterivelmente fofos; os que nos mandam bilhetes com cusquices e, por último, os que gostam tanto de nós que até chateia!
A todos o meu muito obrigada! Sem vocês a minha vida seria uma chatice!
quinta-feira, 17 de março de 2011
A minha mania incessante de pensar em disparates
Não interessa o dia nem a hora. Não interessa se é fim de semana ou um dia normal da semana. Não interessa se me levanto às 7h da manhã ou às 16h da tarde. Não interessa se me deito à meia-noite ou às 6h da manhã. Pois é... É inevitável! Há sempre um pensamento absurdo que me acompanha...
O mais estúpido? Se estiver sozinha não passam de pensamentos... Se estiver acompanhada passam a disparates em larga escala...
- Quero ir ao supermercado e vou parar a Belém, comer um pastel e beber um Moka Branco;
- Começo conversas que não quero ter; digo que é preto quando é branco e que vai chover quando está Sol;
- Critico uma banda/artista e depois vou deliciada ao seu concerto;
- Estou muito bem em casa e, à meia-noite, lembro-me que seria interessante ir ao cinema, então saio de casa disparada;
- Quando saio à noite só falo com gente estranha;
- Saio a noite e volto para casa de manhã. Esqueço-me de levar os óculos de sol. O mesmo equivale a dizer: Sou burra!
- Quando estou deprimida vou ver filmes que me deprimam ainda mais;
- Vou de Lisboa ao Porto. Esqueço-me de levar o mp3 e tenho de ouvir o anúncio do Pingo Doce durante 4 horas;
- Vejo filmes de terror e depois tenho medo de me deitar;
- Vou para o Bairro Alto e, no dia seguinte, não percebo porque é que tenho as All Star todas sujas;
- Faço Vodka Roshmaninov com sumo de maracujá e depois quero um touro mecânico na residência;
- Acho que um determinado concerto não vai esgotar e, no dia do mesmo, tenho de me levantar de madrugada para ir comprar o bilhete, ferida de medo de que tenham já esgotado;
- Digo toda a noite que no dia seguinte vou à aula da manhã. Conclusão: não vou!
Já me disseram que só me dou com gente estranha, e eu concordei. Mas, aqui entre nós, a estranha sou eu!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Juízo ou a falta dele?
O que é ter juízo: é fazer tudo certo ou saber esperar pela hora certa para fazermos a coisa errada?
Há pouco dei por mim a pensar nesta questão. Será que apenas quem faz tudo bem é que é considerado ajuízado? Será que é louco quem comete determinados "disparates" ? Será que devemos estar 12h por dia dentro de um fato, sufocados por uma gravata ou dilaceradas por uns saltos de 12cm, sem dizermos um ai, mostrando um sorriso amarelo a quem passa? É isto que é ser ajuízado? Será que o rir desalmadamente numa biblioteca de ouvidos chacinantes é sinónimo de não ter juízo?
Ao longo dos últimos tempos aprendi que se deve aproveitar ao máximo cada dia, sob pena de nos arrependermos mais tarde, por termos deixado as oportunidades passarem por nós. E se o aproveitar o dia significa rir num velório (por reencontrarmos um amigo de longa data), chorarmos como se não houvesse amanhã no casamento de um amigo, andarmos descalços numa cidade, subirmos a uma serra com os vidros do carro abertos (com temperaturas negativas lá fora), dormirmos à porta de casa, comermos um gelado na chuva ou lancharmos à hora de jantar, pois, então que o façamos! Tudo tem o seu tempo! Já basta quando os problemas chegam e não temos tempo de pensar duas vezes.
Por isso, deixo-vos a minha sentença: aproveitem a melhor altura para fazerem o pior. Vão ver que sabe muito bem cortar com as regras e sentir o vento da liberdade e a brisa da loucura na vossa vida.
" É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, do que sentar-se, fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar, do que em dias frios em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, do que em conformidade viver ". Martin Luther King
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Mais perguntas idiotas
- Porque é que um dia as coisas que nos encantaram já não nos encantam hoje?
- Porque é que, por vezes, salvamos as fotos com o nome de ” weqghtejwqhn” ou qualquer coisa do género?
- Porque é que o Tarzan não tem barba?
- Porque é que a comida para os gatos não sabe a ratos?
- Porque é que o frigorífico tem luz e o congelador não?
- Porque é que, quando estamos a conduzir e procuramos por um sítio concreto, baixamos sempre o som do rádio?
- Se a Barbie é tão popular, porque é que temos de comprar todos os seus amigos?
- Se o amor é cego, porque é que as pessoas acreditam em amor à primeira vista?
- Se o Homem evoluiu do macaco, porque é que ainda hoje existem macacos?
- Se o trabalho é tão bom, porque é que nos pagam para o fazer?
- Se uma pessoa com dupla personalidade ameaça matar-se será que podemos falar de uma situação de sequestro e refém?
- Será que, se eu pressionar o botão do elevador mais do que uma vez, chego mais rápido?
- Porque é que os Flinstones comemoravam o Natal se viviam numa época antes de Cristo?
- Se o Pato Donald não usa calças, porque é que ele amarra uma toalha na cintura quando sai do banho?
domingo, 30 de janeiro de 2011
A cebola
Hoje decidi escrever um pouco sobre a minha posição face às cebolas: não sei se gosto ou se não gosto... No fundo, gosto e não gosto!
É tão bom fazer um cozinhado, que se inicie com um óptimo refogado. Ai aquele cheirinho fantástico que percorre toda a cozinha... Mas o pior é o que acontece antes de proceder à cozedura: descascar a cebola, cortar a cebola, ... Que nojo! As lágrimas correm pela cara, as mãos ficam com um odor manifestamente desagradável, enfim... "As cebolas são horríveis", grito!
Mas, ao provar o resultado final, este mostra ser perfeito! Um sabor estonteante, um cheiro de " fazer crescer água na boca"... Anyway, é impossível não gostar!
As cebolas fazem-me recordar, sem dúvida, de algumas pessoas que um dia conheci. Refiro-me, pois, às que nem me lembro de conhecer e que apareceram de "pára-quedas" na minha vida, às que, quando as conheci, me foram totalmente indiferentes, e às que, quando conheci, odiei por qualquer motivo - ou porque não falavam comigo, ou porque "tinham a mania", ou porque eram estranhas aos meus olhos. A questão é que, por vezes, não é preciso muito para desgostarmos de alguém...
Contudo, por antagónico que possa parecer, as grandes amizades que hoje possuo são as dos meus amigos-cebola! Aqueles que detestei e ignorei inicialmente e sem os quais agora não vivo. Embora não me fizessem chorar como fazem as cebolas, o "cheiro" da sua presença ou indiferença era tão estupidamente intenso e irritante como o das cebolas...
Como não gosto de cebola crua, tenho sempre de a cozinhar para a conseguir comer. O mesmo acontece com as amizades- embora elas surjam de forma maravilhosamente inesperada, requerem sempre um tempo de cozedura para chegarem ao ponto perfeito. Trabalho? Dá algum... Não é só ligar o fogão e virar costas: é preciso verificar a intensidade do gás, mexer para não agarrar e esperar que, com o tempo, a cebola fique no ponto- nem crua, nem queimada. Nas amizades sucede o mesmo. Se não queremos uma amizade crua, então devemos fomentá-la, acendendo o fogão, mexendo a cebola para que não agarre ao tacho e esperar cuidadosamente que fique pronta.
Se dá trabalho? Dá, pois! Mas sem dúvida que vale a pena o esforço!
domingo, 23 de janeiro de 2011
Monstro das bolachas
Num momento de nostalgia, ao visualizar episódios da saudosa Rua Sésamo, deparei-me com o Monstro das Bolachas, aquele ser azul de porte curioso, sorridente e bem-disposto, alegre e divertido e sempre disponível para comer uma ou duas bolachas (ou o pacote inteiro). Até aposto com vocês que se ele estivesse na vossa casa, e vos comesse todo o stock de bolachas, vocês não se iriam importar... Perante tanta boa disposição e bem-estar que o Monstro das Bolachas transmite, "eu quero lá saber que ele me roube as bolachas ou o quer que seja"!
Absurdo?! Nem por isso. Eu conheço muitos "Monstros das Bolachas" e vocês também, só que não os tratamos por esse nome; simplesmente lhes chamamos de amigos!
Não falo dos conhecidos nem dos colegas. Falo, pois, dos amigos no verdadeiro e mais puro sentido da palavra. Aqueles que conversam connosco sem preconceitos, sem se importarem de serem chatos ou intrometidos, que choram connosco quando choramos e que riem quando a situação tem mesmo piada (nem que de uma piada seca se trate!). Aqueles que num jantar comem a salada que não queremos, que transportam o nosso copo de sangria pela noite dentro sem se importarem que lhe chamem de bêbedos! Aqueles que ficam na nossa casa, após uma noitada até as 6h ou uma simples noite de cinema deprimente no sofá da sala, e que se comportam como mobilia da casa. Aqueles que vemos quase todos os dias e que, ainda assim, nos conseguem surpreender com novidades e/ou antiguidades. Aqueles que a vida levou para longe e que não se esquecem de nós. Aqueles que nos ligam ou mandam mensagens, a qualquer hora do dia, só para dizer "Olá! :)". Aqueles que nos chamam nomes e chegam atrasados aos encontros, o que não nos deixa minimamente chateados. Aqueles que, discussão após discussão, gostam ainda mais de nós, e nós deles (não, não é masoquismo!).
Pensem: com amigos assim, interessa mesmo se nos comem as bolachas todas?!
sábado, 22 de janeiro de 2011
O feijão-frade
Feijão-frade: leguminosa de vagens lisas, lineares e cilíndricas, com sementes numerosas.
Este tipo de feijão constitui a base alimentar de muitas populações rurais devido ao seu elevado valor nutritivo e à sua fácil adaptação a solos de baixa fertilidade e com períodos de seca prolongada. Igualmente conhecido pelo povo português como feijão de duas caras.
Não. Não vou falar de agricultura. O pouco tempo que joguei Farmville não me permitiu adquirir grandes conhecimentos sobre o assunto. Apetece-me falar apenas das duas caras do feijão (entenda-se: pessoas). Encarem isto como uma crítica, uma opinião ou uma pura maldicência da minha parte...
Irritam-me! Oh se me irritam. Ora vai uma palmadinha nas costas, ora vai uma facadinha. Entremeamos com um sorrisinho na frente e um revirar de olhos, ao voltar a cara para o lado. Juntamos uma pitada de cinismo qb et voilá! Pode servir-se o feijão de duas caras!
Já dizia Oscar Wilde: " Ah!! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo tenho sempre a impressão de que estou errado". Não quero, de todo, viciar a questão mas, efectivamente, concordo plenamente com Oscar Wilde. Quem nunca desejou que as suas ideias fossem questionadas, que os seus métodos fossem postos à prova e que fosse desafiado a fazer diferente e melhor? Eu já. Desejo isso para ontem e para amanhã. Como posso crescer sem lutas, montanhas a escalar, obstáculos por saltar? Como posso eu crescer com sorrisos amarelos à minha volta e pessoas que se comprometem a acompanhar-me na estrada da vida e que, perante um caminho mais estreito, se recusem a passá-lo para o percorrer no mesmo passeio que eu? Parece-me uma tarefa quase impossível... Isto permite-me dizer que não, não gosto dos feijões verdes que nos rodeiam. Estar com um feijão de duas caras é como comer um bitoque sem batatas fritas... É impensável!
Albert Einstein, um dia, referiu que o mundo não está ameaçado pelas pessoas más, mas sim por aquelas que permitem a maldade. Eu já me decidi: não volto a comer feijão-frade. E tu?
Dúvidas (não existenciais)
Como ser humano que sou, cheio de dúvidas e ãnsias de conhecer o desconhecido, vou partilhar algumas das questões que, embora não me tirem o sono, me deixam a pensar duas vezes... Há muito que deixei a idade dos porquês, mas, manifestamente, há coisas que não percebo. Ora, então, deixem-me perguntar-vos:
- Porque é que, num hipermercado, a fila do lado anda sempre mais depressa do que a minha?
- Porque é que nas melhores pastelarias do país são sempre indivíduos do sexo masculino que atendem ao público?
- Porque é que, quando um pão com manteiga cai, o lado que tem manteiga é o lado que cai no chão?
- Porque é que quando acordo com soluços tenho soluços no resto do dia?
- Porque é que os pijamas têm bolsos?
- Porque é que, quando durmo muito, acordo com sono?
- Porque é que, quando ligo para um número errado, este nunca está ocupado?
- Porque é que num exame sai sempre a parte da matéria que não é estudada?
Observação: Continuo sem saber de onde vem o fiambre da perna extra mas, como ignorância é felicidade (por vezes, claro!), pretendo continuar sem saber...
- Porque é que, num hipermercado, a fila do lado anda sempre mais depressa do que a minha?
- Porque é que nas melhores pastelarias do país são sempre indivíduos do sexo masculino que atendem ao público?
- Porque é que, quando um pão com manteiga cai, o lado que tem manteiga é o lado que cai no chão?
- Porque é que quando acordo com soluços tenho soluços no resto do dia?
- Porque é que os pijamas têm bolsos?
- Porque é que, quando durmo muito, acordo com sono?
- Porque é que, quando ligo para um número errado, este nunca está ocupado?
- Porque é que num exame sai sempre a parte da matéria que não é estudada?
Observação: Continuo sem saber de onde vem o fiambre da perna extra mas, como ignorância é felicidade (por vezes, claro!), pretendo continuar sem saber...
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