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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Shot of love


Parece que fui tocada por um bocadinho de inspiração e, por isso, vou tentar explorar a pouca que apareceu.
Hoje em dia todos nos deparamos com frases e citações diárias sobre o amor: o que é, o que não é, como se busca, como se foge... Bom, para fugir dele não é precisa uma grande técnica: basta ignorá-lo! Como se procura, isso já é pessoal. Cada um sabe de si!
Mas o que quero aqui debater hoje tem que ver com a aceitação do amor e, por isto, entende-se o momento em que se percebe que este paira no ar, o momento em que deixamos de estar em negação. Mas não só... Hoje alguém me disse que para se amar alguém é necessário estar disposto a viver com as imperfeições dessa pessoa. Eu subscrevo totalmente. Óbvio é que essas imperfeições ou defeitos (como lhe queiram chamar) terão de ser humanamente aceitáveis. Penso que ninguém é suficientemente masoquista ao ponto de se apaixonar por um sádico! 
O problema desta questão é que, muitas das vezes, essas imperfeições só existem aos nossos olhos. Podem ser defeitos psicológicos ou físicos, não interessa... Fazem-nos impressão! Vou ainda mais longe: o problema real é vivermos de uma ilusão. Procuramos uma pessoa que, pura e simplesmente, não existe... Podemos até acreditar que o melhor para nós é um homem alto, musculado e de olhos verdes. Podemos até pensar que o melhor para nós é um homem bastante extrovertido e muito inteligente... Pois podemos! A nossa imaginação não tem limites e, por vezes, não sabe onde parar. Todavia, a realidade é muito mais caricata e irónica, e troca-nos as voltas sem termos essa noção. É como se quisessemos comprar um top preto e percorressemos todas as lojas da cidade em busca de um top preto, ignorando por completo as calças que precisamos, a camisola que queremos há anos, aquele lenço perfeitinho que combina com o casaco que nunca vestimos. Só olhamos em frente e nem olhamos para o nosso lado. 
Bom, já fui mais longe do que queria e já me desviei do ponto de análise. 
Tal como referiu Henri de Montherland, nós "gostamos de alguém porque; amamos alguém apesar de". Sábias palavras! Pode até parecer um cliché, mas pensem lá se não é verdade... É fácil gostar de alguém, por ser assim ou assado, por se identificar connosco de uma ou de outra maneira. Mas amar alguém... ah, amar implica algo mais. Implica já algum sacrificio: aprender a viver com aquilo que não gostamos em alguém... Não é fácil! Ninguém disse que era! Mas amor é quando as diferenças não são capazes de separar as pessoas. 
É escusado dizer que isto se aplica a qualquer tipo de relacionamento, de qualquer natureza. Basta existir duas pessoas para haver divergências e maneiras diferentes de pensar ou de estar. Não obstante, nada disto impede que exista amor. Basta que ele surja e aí já não há nada a fazer!

" Love is patient, love is kind. It does not envy, it does not boast, it is not proud. It does not dishonor others, it is not self-seeking, it is not easily angered, it keeps no record of wrongs. Love does not delight in evil but rejoices with the truth. It always protects, always trusts, always hopes, always perseveres." I Corinthians 13

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

...

Comecei a (tentar) escrever este texto ontem à noite. Após algumas horas o texto ainda não tem título, corpo nem finalização... Sei o que quero escrever mas não sei como o fazer... Calculo que esteja com a chamada obstipação mental.
No meio de várias tentativas disseram-me que o melhor seria partilhar alguma "cena", porque é bom partilhar e, se necessário, pedir um ou outro conselho. Como tal, deixo uma imagem que vale mais do que mil palavras. Amanhã volto a tentar escrever, até surgir a inspiração que, repentinamente, fugiu de mim!




sábado, 13 de agosto de 2011

Your worst battle is between what you know and what you feel

Hoje apetece-me falar de conselhos. Penso que nunca aqui debati este tema e, por variadíssimas razões, hoje vou debruçar-me sobre estas pequenas palavrinhas mágicas. Digo pequenas pois, por vezes, basta ouvirmos um "sim" ou um "não" para chegarmos a uma qualquer conclusão.
Todos nós, num determinado momento, sentimos necessidade de pedir um ou outro conselho a alguém. Umas vezes porque não fazemos ideia do que vamos fazer ou dizer, outras vezes porque não conseguimos decidir entre dois caminhos, outras vezes porque sabemos o que é o melhor a fazer, mas apenas queremos ter a certeza de que não vamos cair no ridículo das nossas acções.
É sobre este último tipo de conselho que quero "perder algum tempo" hoje.
Não sei só acontece comigo ou não, mas o certo é que já o fiz... Quer seja para ter a certeza que é o melhor a fazer, quer seja para ouvirmos a nossa boca a dizer o que apenas a nossa mente pensa, de forma a percebermos se não é estúpido o que pensamos, quer seja porque, quando as coisas são ditas, ganham uma dimensão real e tornam-se verdadeiramente exequíveis. 
Quantas vezes já lutámos com sentimentos novos e ideias que até parecem ser boas, mas que não sabemos o que fazer com elas? Quantas vezes já pensámos: "Não, isto não pode ser, não faz sentido que isto aconteça assim... O que vou fazer agora? E quantas vezes já pensámos e temos a resposta? É esta resposta que nos mói durante dias e noites. De manhã parece tudo tão impossível e ao fim da tarde já não é assim tão descabido...
É, então, quando temos este ardor doentio no peito que decidimos falar com alguém, que não nos vai dizer nada de novo... Vai dizer o que já sabemos... Mas ainda assim falamos no assunto como se estivéssemos realmente confusos e ficamos melhor, não é? Somos mesmo estranhos! Sabemos as respostas e, ainda assim, não tomamos as decisões. Deixamos andar, esperamos sentados. Pensamos: o que tiver de ser, será! Tomamos como modo de vida o "let fate take its proper course".
Não sei bem as razões que nos levam a procurar a resposta que já temos. Provavelmente queremos uma opinião diferente da nossa consciência, queremos ouvir dizer o que pensamos, de uma forma mais simplificada. Na nossa cabeça é tudo tão labiríntico e, por vezes, se a cabeça se perde, o coração tem o mapa. Também pode acontecer o coração se perder e a cabeça ter o mapa... Mas neste caso é mesmo a minha cabeça que está perdida!
Erica Jong entende que o "conselho é o que pedimos quando sabemos a solução, mas preferimos não saber". E eu não poderia estar mais de acordo!




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Everything happens for a reason

"A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo"! Foi Nietzsche quem o disse e eu subscrevo. 
Tenho reparado, desde há alguns meses, que, nas várias etapas da vida, o que sonhamos ou desejamos pode, efectivamente, acontecer e tornar-se real. Já o referi em vários textos aqui no blog e é nisto que acredito. Mas, por outro lado, não posso deixar de acreditar que é precisamente na altura em que um sonho passa a realidade, na altura em que estamos a tocar aquilo que desejamos, que muitas vezes acontece algo que nos faz cair... Que nos faz cair em nós!
Será que queremos mesmo aquilo? Será que temos responsabilidade para o receber? Será que estamos à altura daquela tarefa? Será que não vamos falhar? Será que existe alguém que quer o nosso lugar? Será que sabemos o que está à nossa volta?
À medida que um pesadelo passa a sonho e que um sonho passa a realidade, deparamo-nos com uma responsabilidade maior entre mãos e, por vezes, conseguimos tornar esse sonho em pesadelo novamente... É como diz o povo: "quanto maior é a subida, maior é a queda..."
Nem sempre assim é, claro. Mas, de facto, existem alturas em que nos julgamos preparados para fazer/receber algo e, no fim, percebemos que não estamos... Tamanha teimosia a nossa!
Um dia alguém perguntou-me: "Porque é que quando tudo corre bem aparece sempre alguma coisa que nos tira a paz?". Eu não soube responder...Existem coisas para além do meu entendimento e esta é apenas uma delas. Mas uma coisa eu sei: por vezes acontecem coisas que nos magoam e nós só pensamos: "Porquê?!?". Contudo, a pergunta devia ser diferente: "O que é que eu posso aprender desta situação?". Mas o Homem é um ser casmurro por natureza e por vezes não tira partido do que de mau lhe acontece ao longo da vida. E aí tropeça, cai, volta a tropeçar, rasteja em vez de caminhar.. Mas nunca se levanta! Nunca transforma o mau em bom!
A vida é tão curta e, se não aprendermos com ela, então mais vale ficarmos fechados numa casa ou enfiarmos a cabeça na areia para não impedirmos os outros de caminharem até ao topo. Há sempre quem queira seguir em frente, quem lute pelos seus objectivos e esteja disposto a responsabilizar-se por eles. Esses sim, merecem chegar ao topo, ainda que caiam aqui e tropecem ali.

"Muitos são os obstinados que se empenham no caminho que escolheram, poucos os que se empenham no objetivo." Friedrich Nietzsche

domingo, 31 de julho de 2011

Thank you stranger for your therapeutic smile :)

Um dia disse Madre Teresa de Calcutá: "Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz". E sabem que mais? Mais uma vez a senhora tem razão! 
Não é que eu seja (como se costuma dizer) a Madre Teresa, mas a prática deste pensamento faz, de facto, todo o sentido, e arrisco a dizer que devia ser posto em prática mais vezes... Sim, eu sei... "Ah e tal, isso não é fácil...", "Ah não sei quê, nem toda a gente merece isso...", "Coiso, faço isso para a próxima!". Pois é. É difícil, nem todos merecem um sorriso dos nossos e claro, podemos fazer isso para a semana. O pior é que nem sempre há uma próxima. O pior é que nem sempre damos um sorriso a quem mais precisa. Sorrimos que nem tolos a quem não liga aos nossos sorrisos e viramos a cara a quem até quer/precisa de um sorrisinho ou um piscar de olhos... 
A cada dia que passa percebo melhor o elevado grau de complexidade do ser humano. Ou talvez seja só eu, não sei. Há sempre a hipótese de a louca ser eu, e não os outros.
Já por várias vezes tentei pôr em prática este pensamento da Madre Teresa. Penso em fazer algo de concreto e, na minha cabeça, tem tudo para dar certo. E, no meio da ocasião, puff! Deixo em branco o que tinha por fazer. É como se estivesse a escrever uma história e, em vez de acrescentar uma vírgula de modo a continuar a contá-la, acrescento umas reticências... Mais uma vez a oportunidade (se assim se pode chamar) passa e tenho de (tentar) dar uma nova volta ao texto.
Sabem quando querem tanto uma coisa e depois não fazem nada por ela? Pois bem, em termos práticos é isto. 
E sabem o que é pior? É quando as outras pessoas (aquelas que é suposto fazermos felizes) têm o mesmo modus operandi que nós... Surpresa das surpresas, em vez de escrevermos uma nova vírgula e continuarmos a história, simplesmente acabamos por deixar um espaço em branco, à espera que venham outras pessoas e escrevam a história por nós. Mas a história é nossa e nem toda a gente está à disposição de nos dar esse empurrão, ou porque não percebem, ou porque, no fundo, não têm que o fazer.
Na pior das hipóteses, coloca-se um ponto final e iniciamos uma nova história. 
Nem todas as histórias têm de ser contos de fadas ou de super heróis. Muitas vezes as histórias são feitas de pessoas como tu e eu, que não sabem qual pontuação a dar ao conto, sem coragem de seguir ou parar por ali. 
A resposta está nas nossas mãos!

terça-feira, 19 de julho de 2011

A primeira glória é a reparação dos erros

"Podemos suportar as desgraças que vêm do exterior: são acidentes. Mas sofrer pelas nossas próprias faltas... Ah!, é esse o tormento da vida." Oscar Wilde

Quando olhei para este pensamento de Oscar Wilde senti necessidade de o voltar a ler. Quando o li pela primeira vez pensei com os meus botões: " Bom, se calhar não é bem assim". Quando o revi, concordei com o escritor.
É certo e sabido que o Homem sofre com algo que lhe é alheio, mas é ainda mais certo que sofre horrores quando a dor que sente se deve aos erros que cometeu.  Quando as "desgraças que vêm do exterior" ocorrem, acabamos por nos habituar à ideia, embora, muitas das vezes, nunca cheguemos a perceber o seu porquê.
Mas, quando as desgraças têm lugar devido a um erro nosso, a uma má decisão, a um pensamento impróprio, essa desgraça tem um sabor ainda mais amargo... Aqui já entendemos a razão da desgraça: nós! O Eu que insiste em falar mais alto. O orgulho que teima em ser soberano das nossas decisões. O medo de falar, de falhar, da rejeição...
O pior? Quando percebemos já é tarde demais... E aí choramos, esperneamos, gritamos... Pomos a cabeça na areia e percebemos FINALMENTE o quanto somos pequenos, mesquinhos e falíveis... 
O melhor? Apesar de, por vezes, a situação em si já não ter remédio, o erro traz consigo uma vantagem: o erro é, no fim de contas, o fundamento da verdade, a única maneira de, por vezes, fazermos o que está certo...


segunda-feira, 11 de julho de 2011

A paciência é a riqueza dos infelizes

Hoje apetece-me falar de PACIÊNCIA. Numa altura em que tenho de estar em repouso devido à entorse/tendinite que fiz no pé direito, parece-me fundamental falar sobre esta virtude. Num momento de crise (económica, financeira, social e de valores), como o que passamos de momento, é imperioso falar de paciência.
Há dias dei por mim a pensar que era o sofrimento em pessoa. "Mas que falta de sorte a minha!", gritei interiormente, ao perceber que não posso tocar bateria, não posso conduzir, enfim... Não posso fazer nada! Foi então que, depois de praguejar durante largos minutos, percebi que não há problema nenhuma que não possa ser resolvido pela paciência! É bem verdade! Tudo leva o seu tempo a resolver-se, é preciso esperar! Tudo se faz, é preciso tempo! Tudo se há-de compor, é preciso paciência! Tempo e paciência são, de facto, inimigos! Se não há tempo ficamos impacientes... Se temos tempo de sobra, impacientes ficamos! Ou sou eu muito estranha, ou o ser humano é descontente (e impaciente) por natureza!
Há quem diga que ter paciência é uma virtude. Eu concordo. Mas, não obstante, também acho que é uma forma de desespero, apenas um pouco mais lento.
Inevitavelmente, todos queremos o "aqui e agora", dê por onde der! Parece que vivemos apenas do momento imediato. Há tanta vida que ficou para trás e há (esperançosamente) tanta vida daqui em diante... Preocupamo-nos tanto com o passado que não aproveitamos e o futuro desfocado que ansiamos, num misto de medo e de alegria, que nos esquecemos de viver. Talvez isto seja demasiado óbvio, demasiado cliché... Mas não deixa de ser verdade!

Um dia Rosseau disse: " A paciência é amarga, mas o seu fruto é doce". Nunca ninguém irá conseguir provar o contrário!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

(Not) like the movies?

O texto de hoje vai contradizer os textos que aqui tenho publicado. Não pensem que sou bipolar ou que mudo de opinião com facilidade, nada disso... Acontece que há dias em que acordamos com uma maneira de pensar diferente daquela que as pessoas diariamente esperam de nós. É notório que as pessoas esperam algo de nós, dia após dia, porque, de certa forma, as levámos a acreditar que, de facto, somos mesmo assim. Boa disposição, sorrisos alegres, piadas secas (as quais,na minha opinião, são as melhores) e uma enorme vontade de brincar com as pessoas são, sem dúvida, os ingredientes que dão sabor ao meu dia, mas, certos dias há que me contento com o silêncio, com um sorriso tímido, tendo por única companhia a música bem alta. Hoje foi o dia.
Sei que não sou a única, isto é um comportamento típico dos seres humanos que vivem rodeados por outros seres humanos. Não sei o que causa esta estranheza matinal que se prolonga durante um dia. Esta sensação de nos sentirmos estúpidos, impotentes e inúteis. Talvez seja por lidarmos com pessoas que, de uma ou de outra forma nos influenciam, talvez por nos deixarmos afectar por algo, talvez por a nossa mente andar a 1000 km/h e o nosso corpo a 50km/h... Talvez porque há coisas que não nos compete a nós mudar ou fazer acontecer, mas sim deixar que elas se proporcionem por si só, independentemente da nossa vontade. Talvez seja mesmo esta passividade humana que me irrita! O querer mas não poder, o desejar e não ter, o esperar e desesperar irritam-me tanto! 
Infelizmente, ou felizmente, a vida é mesmo um filme, em que nós somos os actores. Um dia alguém escreveu o nosso guião de vida e entregou-nos. A partir do momento em que nascemos e nos tornámos actores principais da nossa vida, limitámos-nos a interpreta-lo. Numas alturas temos uma performance brutal, digna de um Óscar e, noutras alturas, simplesmente parecemos um fraco actor dos Morangos com Açúcar. Por vezes esquecemo-nos de que somos somente os actores e queremos ser o realizador e, quando assim é, as coisas dificilmente vão correr conforme o planeado. Por vezes não percebemos porque é que algo não corre bem numa determinada altura, porque é que queremos algo e nunca conseguimos ter, porque é que tentamos alcançar uma coisa e nunca lá chegamos. Sinceramente, também não sei explicar o porquê. Só sei que, ao contrário do que pensamos, somos (totalmente) passivos no que toca a certas questões da vida e, quanto a isso, nem vale a pena espernear. Por mais que se chore ou grite, o que tivermos de passar, ninguém irá passar por nós. O que estiver reservado para nós, ninguém nos poderá tirar. Com isto arriscaria a dizer que há mesmo uma mão invisível que controla todo este filme. Mas sabem? Ainda bem. Se o nosso papel não nos tivesse sido entregue à nascença, corríamos o risco de escolher o papel errado e aí... era tarde demais!

"Anxiety weighs down the heart, but a kind word cheers it up!" in Proverbs 12.25

quarta-feira, 27 de abril de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Desabafo n.º2



Countless words...
Countless dreams...
So many distant hopes...
If only I could say yes...
Silence seems to be easier...
Silence doesn't always mean yes, it may also means no...
But it is better left unsaid...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Monstro das bolachas


Num momento de nostalgia, ao visualizar episódios da saudosa Rua Sésamo, deparei-me com o Monstro das Bolachas, aquele ser azul de porte curioso, sorridente e bem-disposto, alegre e divertido e sempre disponível para comer uma ou duas bolachas (ou o pacote inteiro). Até aposto com vocês que se ele estivesse na vossa casa, e vos comesse todo o stock de bolachas, vocês não se iriam importar... Perante tanta boa disposição e bem-estar que o Monstro das Bolachas transmite, "eu quero lá saber que ele me roube as bolachas ou o quer que seja"! 
Absurdo?! Nem por isso. Eu conheço muitos "Monstros das Bolachas" e vocês também, só que não os tratamos por esse nome; simplesmente lhes chamamos de amigos!
Não falo dos conhecidos nem dos colegas. Falo, pois, dos amigos no verdadeiro e mais puro sentido da palavra. Aqueles que conversam connosco sem preconceitos, sem se importarem de serem chatos ou intrometidos, que choram connosco quando choramos e que riem quando a situação tem mesmo piada (nem que de uma piada seca se trate!). Aqueles que num jantar comem a salada que não queremos, que transportam o nosso copo de sangria pela noite dentro sem se importarem que lhe chamem de bêbedos! Aqueles que ficam na nossa casa, após uma noitada até as 6h ou uma simples noite de cinema deprimente no sofá da sala, e que se comportam como mobilia da casa. Aqueles que vemos quase todos os dias e que, ainda assim, nos conseguem surpreender com novidades e/ou antiguidades. Aqueles que a vida levou para longe e que não se esquecem de nós. Aqueles que nos ligam ou mandam mensagens, a qualquer hora do dia, só para dizer "Olá! :)". Aqueles que nos chamam nomes e chegam atrasados aos encontros, o que não nos deixa minimamente chateados. Aqueles que, discussão após discussão, gostam ainda mais de nós, e nós deles (não, não é masoquismo!). 
Pensem: com amigos assim, interessa mesmo se nos comem as bolachas todas?!

sábado, 22 de janeiro de 2011

O feijão-frade

Feijão-frade: leguminosa de vagens lisas, lineares e cilíndricas, com sementes numerosas.
Este tipo de feijão constitui a base alimentar de muitas populações rurais devido ao seu elevado valor nutritivo e à sua fácil adaptação a solos de baixa fertilidade e com períodos de seca prolongada. Igualmente conhecido pelo povo português como feijão de duas caras.
Não. Não vou falar de agricultura. O pouco tempo que joguei Farmville não me permitiu adquirir grandes conhecimentos sobre o assunto. Apetece-me falar apenas das duas caras do feijão (entenda-se: pessoas). Encarem isto como uma crítica, uma opinião ou uma pura maldicência da minha parte...

Irritam-me! Oh se me irritam. Ora vai uma palmadinha nas costas, ora vai uma facadinha. Entremeamos com um sorrisinho na frente e um revirar de olhos, ao voltar a cara para o lado. Juntamos uma pitada de cinismo qb et voilá! Pode servir-se o feijão de duas caras! 
 Já dizia Oscar Wilde: " Ah!! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo tenho sempre a impressão de que estou errado". Não quero, de todo, viciar a questão mas, efectivamente, concordo plenamente com Oscar Wilde. Quem nunca desejou que as suas ideias fossem questionadas, que os seus métodos fossem postos à prova e que fosse desafiado a fazer diferente e melhor? Eu já. Desejo isso para ontem e para amanhã. Como posso crescer sem lutas, montanhas a escalar, obstáculos por saltar? Como posso eu crescer com sorrisos amarelos à minha volta e pessoas que se comprometem a acompanhar-me na estrada da vida e que, perante um caminho mais estreito, se recusem a passá-lo para o percorrer no mesmo passeio que eu? Parece-me uma tarefa quase impossível... Isto permite-me dizer que não, não gosto dos feijões verdes que nos rodeiam. Estar com um feijão de duas caras é como comer um bitoque sem batatas fritas... É impensável!
Albert Einstein, um dia, referiu que o mundo não está ameaçado pelas pessoas más, mas sim por aquelas que permitem a maldade. Eu já me decidi: não volto a comer feijão-frade. E tu?

Desabafo n.º1

3 cafés. Phones quase no máximo. Um computador à frente. Vontade de escrever. Uma página em branco. Num dia normal poderia aproveitar para pôr o estudo em dia. Mas não. A música hoje leva-me para outras paragens, que em nada dizem respeito ao Direito. Penso em mil e uma coisas. Imagens passam diante dos meus olhos, sentimentos pulam da minha alma. Mas uma coisa permanece: um pensamento que me tem "atormentado" nestes dias. Passa-se a vida de lamentos em lamentos. Grito um "ai...", suspiro um "ui...". Nada parece bem, tudo parece mal. Se devo levantar cedo, porque tenho afazeres de importância, está mal! - "Ai que a minha cama não me larga!". Se tenho de deitar tarde (pelos mesmos afazeres), está mal! - "Ui que a minha cama está a chamar-me!". Se tenho peixe ao almoço, apetece-me carne. Ao jantar há carne e não tenho fome. No trânsito chamo nomes ao condutor da frente (de tão lento que é) e ignoro a paciência do condutor que está mesmo atrás de mim. Antes de um exame penso: "Ai meu Deus, eu só quero um 10". Quando recebo o exame, e me deparo com um 12, barafusto porque só tive 12.
Já vai sendo tempo de mudar. Tempo de pensar positivo e de me alegrar nas pequenas coisas. "Pequenas coisas que faltam na vida tornam as grandes incompletas", oiço. Se não começamos por mudar no mínimo que seja, por lutar pelas pequenas grandes coisas, então podemos arrumar as botas e guardar as armas- terminámos o combate! Mas não! Recuso-me. Não me conformo com a estagnação. É tempo de parar de andarmos curvados a fazer figas para que tudo nos corra bem, sem nada fazermos por isso. É tempo de levantar a cabeça e marchar!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os cinco minutos da minha vida

Quem é que nunca teve os seus cinco minutos? Cinco minutos de fama, cinco minutos de paixão, cinco minutos de intensa dor, cinco minutos de alegria. Não falo, pois, de uns escassos trezentos segundos que são esquecidos nos trezentos seguntos seguintes. Refiro-me ao que pode acontecer durante os poderosos cinco minutos que mudam uma vida: aquela pessoa que se conhece e que nos deixa, de imediato, a flutuar em claras nuvens, encontrar um amigo de longa data numa qualquer rua da cidade, recordando velhos tempos idos, a chamada de alguém que nos convida para beber um café, uma mensagem de alguém que pensamos ser um total desconhecido e que, minutos depois, percebemos ser um antigo admirador que, após tantos anos, não se esqueceu de nós.
Saltando os cinco minutos de azar, que o dia hoje não é para isso, entendo que é às pequenas e boas coisas da vida que nos devemos agarrar. Se soubessemos que apenas teriamos cinco minutos de vida o que fariamos? Chorávamos até a hora H ou aproveitávamos ao máximo os nossos trezentos segundos, de forma a torná-los inesquecíveis? Negativismos à parte, interessa agarrar o presente e aproveitá-lo "como se não houvesse amanhã".
Porque o tempo é escasso, e nem sempre as oportunidades espreitam na esquina mais próxima, devemos viver a vida não dia a dia, mas sim minuto a minuto. Como costumo dizer, interessa aproveitar ao máximo enquanto tudo corre pelo melhor porque, depois, poderá haver uma reviravolta e aí, é tarde demais...

Em jeito de despedida, deixo uma música que vem de encontro à minha primeira pseudo-sentença.